Está marcado para acontecer na tarde desta segunda-feira (13), o julgamento do Capitão Eduardo Alex da Silva, acusado de matar o estudante...
de Geografia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Johnny Wilter da Silva Pino, 21 anos, natural de União dos Palmares-AL.
Por conta dos problemas na central de refrigeração do Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, o julgamento do militar que deveria ter acontecido na semana passada, foi adiado para hoje.
Johnny Wilter foi assassinado em 25 de maio de 2008, nas imediações do Bairro Cidade Universitária, durante a realização de uma suposta blitz policial. O estudante estava com um amigo, Marcos Brandão, que pilotava a motocicleta em que Johnny era o carona, e foi atingido por dois tiros após furar o bloqueio.
Segundo versão de Marcos Brandão, que estava com a vítima, o furo ao bloqueio se deu em razão de não ser o condutor da moto habilitado para conduzi-la. Já na versão do acusado, Capitão da PM-AL, Eduardo Alex da Silva Lima, os disparos ocorreram porque os ocupantes da moto, ao perceberem o bloqueio policial, efetuaram um disparo em direção a guarnição comandada pelo Capitão Alex, momento em que empreenderam fuga do local. Daí a justificativa para os disparos que atingiram fatalmente o Johnny Wilter.
A família desabafa
“É lamentável perceber o quanto tem gente que acredita que furar uma blitz é motivo para morrer. Pior ainda é saber que o policial envolvido ainda alega que meu irmão estava num tiroteio, quando ele nunca usou uma arma na vida. Bandido não é furar um bloqueio, bandido é ser imprudente e abusar do poder para matar uma pessoa e ainda forjar uma mentira para se safar da punição. Fui militar do Corpo de Bombeiros e aprendi que devia dizer sempre a verdade aos meus superiores. Será que isto não é valido quando se é Capitão?” Questiona Jhonathan Wilker, irmão da vítima.
A mãe do jovem, muito emocionada, dispara: “Perdi uma parte de mim mesma, é triste saber que meu filho nunca mais voltará a me abraçar; quantos sonhos foram interrompidos pelo despreparo de um militar; contudo o que mais me doe é saber que querem transformar meu filho em um bandido, que querem atribuir a ele a culpa de sua própria morte. Será que não basta a dor da perda? Será que ainda tenho que assistir meu filho ser condenado enquanto seu assassino está livre por aí?”, questiona Maria Cícera da Silva Pino
Fonte:Cadaminuto

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