Mau cheiro e roupas rasgadas podem levar policiais ao corpo

Uma blusa e uma calça rasgadas e um foco de mau cheiro. Estes são os únicos sinais encontrados, ontem quarta-feira, nas buscas pelo corpo de Eliza Samudio.

Com as indicações do adolescente que confessou ter presenciado a morte da mulher levou policiais da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro (DH-RJ) ao imóvel onde estariam os restos mortais da modelo, desaparecida há 28 dias.

Ocupa o número 173 da Rua Araruama, em Santa Clara, bairro de Vespasiano, próximo ao Aeroporto de Confins. O galpão com duas lojas, garagem e uma casa nos fundos guarda a esperança pelo fim da aflição. O trabalho deve continuar nesta quinta-feira.

Com pás e picaretas, bombeiros do 3º BBM (Ribeirão das Neves) fizeram escavações, com 15 cm de profundidade, em quatro pontos da casa, sendo três em um quarto e um no quintal. Antes da entrada dos peritos, foram retirados dez cães: seis filhotes e três adultos da raça Rottweiler e um vira-latas. As cadelas Sol e Ébori, do Corpo de Bombeiros, foram levadas para tentar o rastreamento de algum sinal de cadáver, mas farejaram em vão.

No fim das buscas, os bombeiros descobriram um local com mau cheiro, que será melhor examinado nesta quinta. Segundo o chefe da Divisão de Crimes Contra a Vida (DCCV), Wagner Pinto, o menor de 17 anos contou à polícia que, dentro da casa, Eliza foi estrangulada até a morte, teve seu corpo destroçado e a carne jogada no canil.
— O cenário é muito fiel ao que foi dito pelo menor. Vamos fazer buscas até esgotar todas as possibilidades — afirmou Wagner.

Os peritos jogaram luminol, um preparado químico, no porta-malas do carro Citroen ZX estacionado em frente à casa. O teste apontou vestígios de substância que pode ser sangue e o veículo foi levado para análise no Instituto de Criminalística.

Fonte:Globo

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