O ex-dirigente do Clube de Regatas Brasil (CRB) e empresário pernambucano Eduardo de Albuquerque Rocha, 42 anos, foi preso em uma pousada de sua propriedade em Porto de Galinhas, Litoral Sul de Pernambuco, por policiais federais. Na ação, foi apreendida a maior quantidade de drogas encontrada neste ano na Região Metroplitana do Recife. Mais quatro pessoas foram presas. As prisões ocorreram na terça-feira (17), mas somente ontem a PF divulgou os nomes dos acusados.
Albuquerque já vinha sendo investigado por depósitos bancários em favor do traficante Claudemir Henrique. O carro dele, um Gol preto, com placas de Alagoas também foi apreendido. Eduardo já tinha sido preso pela própria PF, durante a Operação Taturana, em 2007, suspeito de integrar um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Alagoas que chegou a representar um prejuízo de R$ 200 milhões, em cinco anos, aos cofres públicos. De 2004 a 2006, ele foi o responsável pela movimentação financeira do CRB, durante a gestão de Celso Luiz.
A quadrilha foi presa com 10,3 kg de crack e 3,1 kg de pasta-base de cocaína. A droga foi encontrada em um veículo Fox preto, com placas de São Paulo, que era ocupado pelo caminhoneiro pernambucano João Monteiro de Oliveira, de 56 anos, e pelo filho dele, Michael Sans de Oliveira, 22.
O material apreendido era fabricado fora do país, sendo o crack de origem paraguaia e a pasta-base da Bolívia e da Colômbia. Os dois homens foram contratados pelo paulista Claudemir Henrique, 31, e pelo cearense Antônio Rodrigues Lopes Filho, 53 que foram ao Sudeste realizar o contato e estavam hospedados na pousada desde o último dia 14 de agosto, esperando a encomenda.
Além da droga e dos veículos, também foram apreendidos uma CPU, sete aparelhos celulares, comprovantes de depósitos bancários em nome de várias pessoas inclusive de Claudemir, com diversos valores a receber e a pagar que ultrapassam os R$ 950 mil, além de uma carteira de identidade falsa em nome de Eduardo.
O grupo foi autuado por tráfico, associação e financiamento para o tráfico. No caso de Eduardo de Albuquerque Rocha, também houve a caracterização de uso de documentos falsos. Caso sejam condenados, os suspeitos podem receber penas que variam de 3 a 20 anos de reclusão.
Com JC Online e Diário de Pernambuco.
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