Após a conclusão dos laudos do carro e da reconstituição do atropelamento de Rafael Mascarenhas, 18, --filho da atriz Cissa Guimarães--, a delegada da 15ª DP (Gávea), zona sul do Rio, Bárbara Lomba, afirmou na tarde desta terça-feira que Mascarenhas foi arremessado a 50 metros de distância depois do acidente. O laudo do carro de Rafael Bussamra, 25,( foto acima ) --que atropelou e matou Mascarenhas-- divulgado na manhã de hoje, mostra que o veículo estava a cerca de 100 km/h no momento do acidente. A velocidade máxima permitida no Túnel Acústico, onde o filho da atriz Cissa Guimarães foi atingido, é de 70 km/h.
A delegada afirmou que o inquérito policial sobre o acidente deve ficar pronto até o dia 20 de agosto. De acordo com ela, Bussamra pode ser indiciado por quatro crimes: fuga, corrupção ativa, omissão de socorro e homicídio culposo ou doloso.
Ricardo Cassiano-20.jul.10/Folhapress
Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas, pode ser indiciado por quatro crimes
Rafael Bussamra, que confessou ter atropelado Rafael Mascarenhas, pode ser indiciado por quatro crimes
Lomba afirmou que ouviu 15 pessoas durante a investigação e que ainda não foi possível concluir se Bussamra participava de um "pega" no momento do atropelamento.
Roberto Bussamra, pai do atropelador, afirmou em depoimento à polícia que levou o carro do filho a uma oficina em Quintino, na zona norte do Rio. A parte do para-brisa do veículo danificada pelo impacto do corpo da vítima foi retirada. Segundo a polícia, o trabalho da perícia foi prejudicado com a remoção do vidro porque houve adulteração da prova do crime.
"Foi mais complicado, os peritos cravarem um valor exato na velocidade, porque o vidro com a marca do impacto do corpo não foi preservado, assim como o local onde ocorreu o atropelamento", disse Bárbara Lomba.
Roberto e o irmão de Bussamra, Guilherme, também podem responder por corrupção ativa. Eles também disseram em depoimento que foram coagidos a pagar propina para que PMs liberassem o carro após o atropelamento. Pai e filho teriam pago R$ 1.000 aos policiais após o acidente. Segundo eles, os policiais pediram R$ 10.000.
Os dois policiais envolvidos no caso estão na penitenciária da Polícia Militar, em Benfica (zona norte do Rio), e negam que houve propina ou extorsão.
Fonte: Folha
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