O candidato do chapão ao governo do governo de Alagoas, Ronaldo Lessa, congelou sua agenda de campanha e montou barraca em Brasília para acompanhar de perto o julgamento de seu processo junto ao TSE. Antes de viajar, Lessa voltou a atacar o judiciário ao atribuiu seu pesadelo político à perseguição dos juízes do TRE-AL,que preferiu condená-lo e deixar livres os verdadeiros fichas-sujas, corruptos e até assassinos. “O TRE/AL pega eu, porque dou aumento a professores. E os caras contaminados por corrupção e por assassinatos estão em liberdade”, disse à imprensa local, ao culpar os membros do tribunal por sua inclusão na lei da Ficha Limpa.
“Não adianta ganhar a eleição aqui e perder lá”, disse Lessa referindo-se ao julgamento de seu recurso junto ao Tribunal Superior Eleitor. Mais que uma justificativa para interromper sua campanha, a frase do candidato soa como admissão da derrota que o espera no TSE.
Às vésperas do julgamento do ficha-suja Joaquim Roriz – candidato a governador de Brasília – Lessa e seus advogados ainda acreditavam numa possível vitória no TSE, ao sustentar a tese de que a lei da Ficha Limpa não pode retroagir a casos anteriores à sua vigência. Mas a confirmação da inelegibilidade de Roriz desfez o sonho do candidato, que mesmo sabendo que suas chances são remotas, disse estar disposto a “lutar até o fim”. Ou seja, irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
A decisão de Lessa de esgotar todos os recursos protelatórios à sua disposição, no entanto, é recebida com certo desconforto pelos demais integrantes do chapão, que temem um desgaste eleitoral com prejuízo para a coligação. O próprio PT, que indicou Joaquim Brito como vice, defende a substituição de Lessa e Brito e até já tem nomes: Paulão (PT) como cabeça de chapa e Jurandir Bóia (PDT) como candidato a vice-governador.
Fonte:Extra_AL
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