Samu nega atendimento, pede para gestante pegar táxi e ela perde bebê

Esta sexta-feira (19) poderia ficar na memória de uma família como mais um dia de alegrias e comemorações, mas acabou se transformando...
num pesadelo. Foram 32 semanas de gravidez e a chegada prematura do bebê terminou de forma trágica e junto ao fato, a denúncia de negligência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A gestante Jardilane Maria do Carmo, 19 anos, sentiu durante a madrugada fortes contrações e acionou a equipe do Samu. Mas o atendimento de rotina que deveria ser realizado pela equipe foi negado, o que provocou indignação dos familiares da jovem. Segundo a atendente que conversou com a família, não havia no local motorista para conduzir a unidade móvel.

Angustiados, familiares da grávida conseguiram parar uma viatura da polícia militar e pediram ajuda. Ao verem o que estava acontecendo, os militares chegaram a telefonar para o Samu, mas não obtiveram êxito. Mesmo se identificando, os policiais receberam como resposta mais uma negativa e a informação de que a vítima teria que pegar um táxi para seguir ao hospital.

A solução foi tentar um socorro com o Corpo de Bombeiros, mas quando a equipe chegou ao local, não havia mais o que ser feito. Jardilane entrou em trabalho de parto por volta da meia noite e o socorro só chegou após as 3 horas da madrugada. Como não tinha completado os nove meses, a criança nasceu prematura e sem os devidos cuidados, acabou não resistiu e faleceu.

Pela manhã, a jovem foi levada para um hospital onde passa por uma curetagem.

A assessoria de comunicação do Samu disse que em breve irá se pronunciar sobre o caso.

Fonte:Cadaminuto

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